Após incêndio em Honduras, ONU alerta sobre superlotação em prisões
BR

16 fevereiro 2012

Sinistro matou mais de 350 pessoas; conselheiro de Direitos Humanos disse que o problema afeta toda a América Latina.

Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas chamou a atenção de países latino-americanos para abordar o problema da superlotação de prisões, depois do incêndio que matou centenas de pessoas, em Honduras.

Segundos agências de notícias, mais de 350 morreram na prisão em Comayagua, ao norte da capital Tegucigalpa. Dezenas ainda estão desaparecidos.

Desastre

O especialista, Antonio Maldonado, disse à Rádio ONU, de Tegucigalpa, que a superlotação pode ter contribuído para o desastre.

Maldonado disse que é preciso esperar uma investigação detalhada. Mas, segundo ele, é claro que há o problema de superlotação no sistema presidiário, não apenas em Honduras, mas também em muitas outras prisões da América Latina.

Na semana passada, o representante da região sul-americana do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Amerigo Incalcaterra, citou a superlotação crônica como uma das causas da onda recente de violência nas prisões de todo o continente.

Maldonado disse que as agências internacionais de direitos humanos, inclusive o Comitê contra a Tortura da ONU, já haviam recomendado ao governo hondurenho para reduzir a superlotação e “adotar quaisquer medidas apropriadas e efetivas” para prevenir situações como incêndios.

 

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