Presidente do Banco Mundial vai retirar-se quando mandato terminar
Robert Zoellick deixa a presidência do Banco Mundial no dia 30 de junho; economista facilitou mais de US$ 247 mil milhões em ajuda aos países em desenvolvimento para lutar contra a pobreza.
Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque
Robert Zoellick, de 58 anos, indicou que vai deixar a liderança do Banco Mundial quando terminar o seu mandato de cinco anos, no próximo dia 30 de junho.
O responsável afirmou que chegou o tempo para se dedicar a outra coisa e apoiar a nova liderança no Banco. Zoellick acrescentou que a organização está forte, saudável e bem posicionada para novos desafios.
Ajudar os Pobres
Entre outras coisas, a presidência de Robert Zoellick facilitou US$ 247 mil milhões em ajuda financeira aos países em desenvolvimento para lutarem contra a pobreza e desenvolverem os setores da agricultura, saúde, ambiente, rede de segurança social e educação.
Sob o seu comando, o Banco Mundial desenvolveu uma política centrada na alimentação “primeiro”, ou seja, alertou o mundo para as crises alimentares e ajudou a criar e desenvolver novos recursos para combater o fenómeno.
Os empréstimos da instituição para projetos agrícolas aumentaram para US$ 6 mil milhões por ano.
Lutar contra Corrupção
Zoellick também é creditado com a modernização da instituição e o aumento da transparência das suas atividades. Os fundos especiais para o meio ambiente e a presença de mulheres nos lugares de topo da gestão do Banco foram outras das conquistas do seu mandato.
A decisão de deixar a presidência do Banco Mundial foi anunciada por Robert Zoellick na manhã desta quarta-feira. Os média internacionais estão a apontar para um candidato de um país emergente como substituto de Zoellick.