Acnur lamenta morte de refugiados e migrantes naufragados no Golfo de Aden

10 fevereiro 2012

Pelo menos 11 pessoas morreram afogadas e 34 estão desaparecidas; os refugiados e migrantes da Somália e Etiópia tentaram atravessar o golfo para o Iémen, mas o motor da embracação falhou e depois de cinco dias à deriva, o mau tempo fez emborcar o barco.

[caption id="attachment_210392" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, os detalhes que começam a surgir sobre o acidente com a embarcação onde seguiam refugiados e migrantes da Somália e da Etiópia são “chocantes”.

O Acnur indicou que uma embarcação que zarpou da Somália, no início desta semana, rumo ao Iémen, guiada por três traficantes de seres humanos, acabou por emborcar ao fim de cinco dias à deriva, levando ao afogamento de pelo menos 11 pessoas.

Dezenas de Desaparecidos

De um total de 54 passageiros, 34 estão ainda desaparecidos. De acordo com o Acnur, entre os passageiros, estavam refugiados e migrantes.

O barco começou a derivar porque o motor falhou, pouco depois do início da viagem. Os que conseguiram sobreviver foram dar de novo à costa somali, ponto de partida.

A agência da ONU pede para que as autoridades da Somália investiguem o ocorrido e tomem medidas para punir os responsáveis pelo tráfico.

Drama Humano

Até à data, foram resgatados 11 sobreviventes, entre eles duas mulheres, um adolescente, um rapaz e uma rapariga. O Acnur encarregou-se do transporte dos sobreviventes para uma clínica onde receberam assistência médica.

A agência da ONU volta a alertar para o facto de todos os anos dezenas de milhar de somalis e etíopes, fugidos da violência, dos conflitos, de abusos de direitos humanos ou da pobreza no Corno de África,  acabarem nas malhas dos traficantes.

Viagem Perigosa

A maior parte tenta a travessia do Golfo de Aden para o Iémen. Mas muitos nunca chegam ao destino.

Além das embarcações que emborcam com muita frequência, os traficantes agridem e abusam dos passageiros e, muitas vezes, abandonam as embarcações quando há problemas ou forçam os passageiros a sair dos barcos quando ainda estão longe da costa.

 

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