Representante especial alertou para gravidade da situação das crianças sírias

9 fevereiro 2012

Radhika Coomaraswamy afirmou que “a situação é muito grave” na cidade de Hom, onde alvos civis estão a ser bombardeados, incluindo hospitais; conflito já matou mais de cinco mil pessoas, sendo pelo menos 400 crianças.

[caption id="attachment_211333" align="alignleft" width="350" caption="Radhika Coomaraswamy "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A representante especial do Secretário-Geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, pediu à Síria que suspenda, de forma imediata, as violações contra as crianças apanhadas pelo conflito do país.

Em comunicado, Coomaraswamy afirmou que a situação “é muito grave” na cidade de Homs, sob bombardeio há quase uma semana consecutiva, pelas forças sírias. O conflito entre opositores do governo e as forças armadas do país, que começou em março, já matou mais de cinco mil pessoas incluindo 400 crianças.

Força Aérea

De acordo com a representante especial, alvos civis e hospitais estão a ser atacados. Homs tornou-se no principal reduto da oposição síria.

Radhika Coomaraswamy sublinhou que a violência infligida às crianças sírias em Homs não só envolve homicídios ou mutilações. Muitas alegadamente estão a ser alvo de tortura e a serem detidas sob acusação de associação com grupos armados.

Nesta quarta-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon afirmou que as Nações Unidas e a Liga Árabe estão a estudar a possibilidade de enviarem uma missão de observadores à Síria.

Veto

Recorde-se que no passado fim de semana, o Conselho de Segurança tentou adotar um projeto de resolução que pedia o fim da violência no país, mas a proposta foi vetada pela Rússia e pela China.

Em comunicado, também nesta quarta-feira, a alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, afirmou que chegou a hora de acabar com “políticas” e tomar ações concretas para proteger o povo sírio.

*Apresentação: Joyce de Pina.

 

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