Liga Árabe pede a Conselho de Segurança que aprove resolução sobre Síria
BR

31 janeiro 2012

Em sessão especial, secretário-geral do grupo disse que a violência tem que acabar, imediatamente, e que o bloco não aceitará nenhuma intervenção estrangeira, principalmente operações militares.

[caption id="attachment_210910" align="alignleft" width="350" caption="Nabil al-Arabi, representante da Liga Árabe"]

Mônica Villela Grayley & Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.

A Liga Árabe pediu aos países-membros do Conselho de Segurança que aprovem uma resolução que leve ao fim imediato da violência na Síria.

Segundo as Nações Unidas, os confrontos entre forças de segurança do país e opositores do regime do presidente Bashar al-Assad já mataram mais de 5 mil pessoas. A resolução debatida pelo Conselho foi apresentada pelo Marrocos.

Plano de Paz

O primeiro a discursar na sessão especial, em Nova York, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, falou sobre o plano de paz do bloco para a Síria.

Segundo ele, os países da Liga querem que o assunto seja tratado dentro do contexto árabe, evitando intervenções estrangeiras, particularmente intervenções militares. Al-Arabi disse ainda que o grupo apoia a resolução que acredita irá levar à paz para os cidadãos da Síria.

Ao assumir a palavra, o embaixador da Síria, Bashar al-Jaafari, rejeitou qualquer resolução que implique uma interferência nos assuntos internos de seu país.

Problemas Internos

O embaixador afirmou que o povo sírio sempre foi capaz de resolver suas crises e problemas internos, e que nunca aceitou nenhuma intervenção por forças estrangeiras. Jaafari disse que os sírios irão, de novo, resolver seus assuntos internos e que o interesse nacional está em primeiro lugar. Segundo ele, não há minorias ou maiorias porque todos são sírios.

O embaixador sírio acusou os países árabes de se juntarem ao que ele chamou de “forças interessadas em restaurar o neocolonialismo no país.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, lembrou os milhares de mortos no confronto sírio incluindo mulheres e crianças, e pediu ação imediata.

Inocentes

Hillary Clinton afirmou que mudança está chegando na Síria. Segundo ela, apesar das “táticas crueis” do presidente Bashar al-Assad, o que ela chamou de “um regime de terror” irá chegar ao fim para as pessoas da Síria, que a partir daí irão escolher seu próprio destino. Ao terminar, Hillary Clinton perguntou quantos civis inocentes ainda precisarão morrer até que Assad aceite o inevitável.

Já o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, disse que assunto não é uma interferência do Ocidente, mas sim um clamor dos próprios países árabes.

Lista de Discursos

Ao comentar o plano de paz da Liga Árabe, o ministro francês afirmou que após não poder implementar as medidas, o mundo árabe pediu ao Conselho de Segurança para ajudar a resolver a crise na Síria e a levar à estabilidade à região.

Entre os representantes dos países-membros discursaram também o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, e o secretário do Exterior britânico, William Hague.

A resolução apresentada por Marrocos sobre a violência na Síria deve ser votada ainda esta semana.

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