Síria debatida ao mais alto nível no Conselho de Segurança

31 janeiro 2012

A violência política no país árabe já matou mais de cinco mil pessoas; esboço de resolução preparado por Marrocos deve ser discutido na presença do líder da Liga Árabe e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, entre outros.

[caption id="attachment_207882" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Os membros do Conselho de Segurança debatem, nesta terça-feira, um projeto de resolução sobre a Síria.

O esboço deve ser apresentado por Marrocos. O encontro vai contar com a presença da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, do ministro dos negócios Estrangeiros do Reino Unido, William Hague, além do secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e representantes do governo sírio.

Confrontos

De acordo com as Nações Unidas, mais de cinco mil pessoas já morreram na Síria por causa dos confrontos entre opositores ao regime do presidente Bashar al-Assad e as forças do governo.

A embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Susan Rice, comentou o texto do projeto de resolução.

Susan Rice afirmou que a resolução contém um texto claro. Não existem sanções, ou uso da força. Trata-se de uma condenação ao governo da Síria e um apoio ao plano da Liga Árabe para restaurar a estabilidade no país.

Resposta

Segundo as agências de notícias, a Rússia, que é um membro permanente do Conselho de Segurança, não estaria de acordo com a resolução indicando que a mesma poderia agravar a situação na Síria.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que está na Jordânia, de visita oficial, apelou para que uma solução seja encontrada para a crise síria.

Ban afirmou que se sente encorajado com a iniciativa da Liga Árabe de procurar uma solução. E acrescentou que chegou a hora de acabar com o que chamou de “banho de sangue” e “vírus”, de forma iniciar a resolução do problema, respondendo às legítimas aspirações do povo sírio.

Ainda de acordo com as agências de notícias, a repressão das forças de segurança do país causou dezenas de mortes desde esta segunda-feira.

 

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