Número de mortes de migrantes no Mediterrâneo é o maior desde 2006
BR

31 janeiro 2012

Mais de 1,5 mil pessoas perderam a vida ou desapareceram durante a travessia, iniciada na África, em 2011; crises políticas no norte do continente foram uma das causas para a fuga dos africanos.

[caption id="attachment_210875" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.*.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou que no ano passado 1,5 mil pessoas morreram afogadas ou desapareceram no Mar Mediterrâneo durante a travessia da África para a Europa.

Em nota, o Acnur disse que o número é o mais alto desde 2006.

Guardas

A maioria das vítimas é africana. A agência da ONU afirmou que as crises políticas no norte da África, especialmente na Líbia e na Tunísia, levaram mais pessoas a tentar a travessia.

Ao todo, 58 mil tentaram fugir da violência pelo mar, no ano passado.

Uma porta-voz do Acnur, Sybella Wilkes, contou que muitos migrantes foram forçados por guardas a entrar nos barcos, durante o auge das crises.

Grécia e Malta

Metade das chegadas à Europa era de cidadãos da Tunísia. Já Malta recebeu cerca de 1,6 mil pessoas, e a Grécia pouco mais de mil.

Somente nos primeiros dias deste ano, três embarcações foram identificadas no Mediterrâneo com migrantes a bordo.

Uma delas afundou com 55 migrantes somalis. No acidente morreram 15 pessoas incluindo um bebê.

*Apresentação: Eduardo Costa Mendonça.

 

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