Mediterrâneo é o mais mortal dos mares para migrantes africanos

31 janeiro 2012

Mais de 1500 pessoas morreram ou desapareceram em 2011 durante a tentativa de travessia do Mediterrâneao para chegar à Europa. As crises no norte de África contribuíram para que quase 60 mil pessoas tivessem chegado ao velho continente, só este ano, através desta entrada, na maioria ilegal.

[caption id="attachment_210862" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Unhcr"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Desde 2006 que não se verificava um pico no número de mortos ou desaparecidos durante a tentativa de travessia do Mediterrâneo para se chegar às costas europeias.

Mais de 1500 pessoas, na maioria africanas, afogaram-se ou desapareceram durante a travessia. Os números são alarmantes, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur.

A agência recorda que as crises na Líbia e Tunísia provocaram o aumento no número de migrantes a tentar a travessia, levando ao número recorde de 58 mil em 2011.

De acordo com Sybella Wilkes, do Acnur, as histórias contadas pelos que sobreviveram à travessia são horríveis. Alguns foram forçados por guardas a entrar nos barcos, durante os auges da crises, entre Abril e Maio do ano passado.

A responsável do Acnur indicou que dos 56 mil migrantes chegados à Europa no ano passado, 28 mil eram da Tunísia. Malta recebeu  cerca de 1600 pessoas e  a Grécia pouco mais de mil.

Ainda de acordo com Sybella, eram quase todos migrantes, e não refugiados.

Desde o início deste ano que pelo menos três embarcações foram identificadas, com migrantes a bordo, a tentar chegar às costas europeias. Uma delas emborcou. A bordo estavam 55 somalis, 15 morreram, incluindo uma bebé.

 

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