Erosão costeira é uma das maiores ameaças para a África Ocidental

31 janeiro 2012

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, as costas na África Ocidental, fonte de rendimento das suas populações, estão ameaçadas pela erosão e subida as águas; para os residentes nas regiões apenas três opções são viáveis: retirar-se, adaptar-se ou proteger-se.

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A erosão da costa é um dos principais problemas em África. No noroeste do continente, as costas são estrategicamente importantes já que representam grande parte da fonte do Produto Interno Bruto das suas populações.

As actividades à sua volta, entre elas o turismo, a pesca e o comércio, concentram as fontes de rendimento e de emprego dos residentes.

De acordo com um artigo publicado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, estas são algumas das principais razões que justificam ou justificaram a implantação das capitais e principais cidades nessas regiões.

Ameaça Devastadora

No entanto, esta forma de vida está ameaçada. Ao longo das costas nas regiões do noroeste de África, a erosão chega a atingir dois metros por ano.

Ainda de acordo com o artigo da Unesco, em alguns pontos isolados, chega-se a observar erosões de centenas de metros. E parte dessa erosão é criada pelo homem ou suas atividades.

Os efeitos da erosão são devastadores, causam a perda de infraestruturas, entre elas estradas, ameaça as populações que têm de abandonar, na maioria dos casos, as costas, provocam a salinização das águas e terrenos, degradam os ecossistemas e dão espaço para as cheias.

E os peritos estimam que com as alterações climáticas, o processo apenas vai intensificar-se.

Preço a Pagar

Face a este cenário, as populações apenas têm três opções: retirar-se, adaptar-se ou proteger-se.

De acordo com estudos sobre estas opções, ainda escassos, sublinha o artigo, a adaptação às novas circunstâncias acaba por sair menos cara do que nada fazer.

No entanto, o custo de uma população se adaptar à nova realidade representa entre 5 a 10 por cento do Produto Interno Butro do país, ou países em causa, o que representa um valor muito elevado para países em desenvolvimento.

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