ONU recomenda nova “economia” como solução para crises globais

30 janeiro 2012

“O Futuro que Vale a Pena Escolher” é o nome do relatório lançado esta segunda-feira pelo Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global, criado em 2010;  combater problemas económicos através do meio ambiente é a ambição maior.

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relatório “O Futuro que Vale a Pena Escolher” foi lançado esta segunda-feira pelo grupo de trabalho “Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global”, criado pelo Secretário-Geral da ONU há dois anos.

A importância deste documento reporta às recomendações, ao todo 56,  feitas pelo painel, dirigido pela presidente da Finlândia, Tarja Halonen, e pelo chefe de Estado da África do Sul, Jacob Zuma.

Soluções Possíveis

As recomendações podem ser a chave para sair das crises económicas que o mundo enfrenta, e deverão ser debatidas na Cimeira Rio+20. Algumas das sugestões coincidem com as apresentadas no esboço de plano da cimeira a ser realizada no Brasil em Junho.

O grupo integra representantes de 22 países, aos níveis de chefes de Estado e de governo, entre eles Luisa Dias Diogo, antiga primeira-ministra de Moçambique, e Izabella Vieira Teixeira, actual ministra do Meio Ambiente do Brasil.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, indicou que este relatório adquire contornos mais importantes devido às múltiplas crises existentes actualmente. A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, realça a importância do documento com o facto de os decisores políticos necessitarem de ideias para navegar estes tempos difíceis.

Se as recomendações forem aplicadas, o impacto na vida quotidiana global será “imenso”, admitem os especialistas.

Recomendações

Uma das recomendações aponta para os governos integrarem os custos ambientais nos produtos criando um sistema económico que protege os recursos naturais e sublinha que, com a ajuda da ONU, os executivos devem adotpar indicadores que avaliem o desempenho económico para além do Produto Interno Bruto.

Esta seria uma nova forma de medir a sustentabilidade das economias nacionais.

Outras recomendações dirigem-se para a necessidade dos mercados financeiros promoverem regulamentos a longo prazo que incentivem investimento mais estável e sustentado.

Além disso, os subsídios que ferem a integridade ambiental deverão ser eliminados até 2020.

Integrar Soluções

A ONU estima que os governos gastam mais de US$ 400 mil milhões por ano subsidiando combustíveis fósseis, para não falar nos países da Oecd que gastam quase o mesmo em subsídios agrícolas para os seus produtores.

Os governo em todo o mundo devem considerar criar um fundo gobal para a educação para promover as Metas do Milénio, e o acesso à água potável, saneamento básico e alimentação devem mesmo ir além do estipulado pelas metas.

A ideia é colocar em prática o mais depressa possível estas recomendações e integrá-las nas linhas de ação económica em todo o mundo desenvolvidas pelos governo nacionais, sem perder tempo.

 

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