Países adotam declaração da ONU para proteger vida marinha
BR

30 janeiro 2012

Pelo tratado, 65 nações irão fortalecer medidas para tornar o mar um elemento central na transição para uma economia verde e de baixo carbono.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de dezenas de países firmaram uma declaração, apoiada pelas Nações Unidas, sobre proteção da vida marinha.

O documento, adotado em Manila, nas Filipinas, na sexta-feira, deverá realçar a proteção do meio ambiente marinho como um dos elementos-chave na transição para uma economia verde.

Instituições Financeiras

A declaração foi divulgada durante um encontro co-organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, com o governo das Filipinas.

O evento em Manila reuniu ministros do Meio Ambiente, cientistas, organizações não-governamentais e representantes de instituições financeiras.

Segundo o documento, os países se comprometem com a formulação de políticas para reduzir o desperdício de água, a poluição dos mares e o uso de fertilizantes.

Poluição

Nesta entrevista à Rádio ONU, do Algarve, o pescador português André Dias falou sobre os efeitos da poluição nos mares.

“O recurso (da pesca) representa 10% daquilo que podemos ter da natureza. Temos que criar condições para tentar inverter isso, o mais depressa possível. Estamos a ter uma baixa de qualidade nos estoque básicos dos frutos do mar. Não haver atum, não haver sardinhas, isso já destroi todo o sistema”, afirmou.

As ações da declaração, firmada em Manila, devem entrar em vigor entre este ano e 2016, em níveis local, regional e internacional.

Entre as medidas aplicadas pelos países deve estar o uso sustentável de nutrientes para melhorar a eficiência de fertilizantes como por exemplo o nitrogênio e o fósforo.

Um passo que pode levar benefícios econômicos a agricultores ajudando a evitar impactos ambientais negativos.

 

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