Seguranças da ONU apreendem pacotes com vários quilos de cocaína
BR

27 janeiro 2012

Policiais desconfiaram de logotipo aparentemente falsificado da organização impresso em dois malotes e reportaram o caso à polícia americana.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Departamento de Segurança das Nações Unidas apreendeu dois pacotes com  vários quilos de cocaína, entregues à sede da organização em Nova York, pelo correio dos Estados Unidos.

Os pacotes não indicavam remetente ou destinatário, e segundo a polícia podem ter sido despachados à sede da organização apenas por conter impresso o logotipo das Nações Unidas. Os policiais da ONU acreditam que deveria haver 14 kg de cocaína nas duas correspondências.

Cadernos de Anotação

Assim que chegou à sede, os policiais da ONU desconfiaram do logotipo, que parecia falsificado. A apreensão ocorreu no último dia 16. O subsecretário-geral para Segurança, Gregory Starr, falou a jornalistas na sede da organização sobre o incidente.

O chefe da segurança disse que ao desconfiar dos malotes, os policiais da ONU ligaram para a empresa transportadora perguntando o país de onde haviam sido enviados. Os seguranças abriram os malotes e encontraram uma espécie de cadernos de anotação embrulhados em papel celofane. Gregory Starr disse que havia 14 pequenos pacotes com uma substância narcótica.

Conteúdo

A polícia das Nações Unidas reportou o incidente à Missão dos Estados Unidos, por ser o país anfitrião da organização, e contatou a polícia de Nova York entregando os dois malotes com o conteúdo.

O chefe do Departamento de Segurança disse que os malotes não foram enviados de nenhum escritório das Nações Unidas.

Gregory Starr afirmou que não existe nenhuma indicação de que os malotes tenham sido enviados por funcionários da ONU. Ele disse que os pacotes não pertencem à correspondência diplomática da organização. Ele acredita que traficantes de droga tenham usado o logotipo da ONU para fazer a substância entrar nos Estados Unidos.

De acordo com o chefe da Segurança, o episódio não foi divulgado à imprensa quando ocorreu, em 16 de janeiro, porque o país anfitrião iniciou uma investigação policial.

 

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