Relatora da ONU quer suspensão para retirada de famílias do Pinheirinho
BR

27 janeiro 2012

Cerca de 6 mil residentes do local, em São José dos Campos, foram afetados pela operação de reintegração de posse, ordenada pela justiça em dezembro; Raquel Rolnik pediu diálogo entre autoridades e moradores.

[caption id="attachment_210708" align="alignleft" width="350" caption="Raquel Rolnik "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A relatora das Nações Unidas para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, pediu a suspensão da retirada de famílias da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, em São Paulo.

Em nota, emitida nesta sexta-feira, em Genebra, a relatora da ONU solicitou às autoridades a busca de uma solução durável junto com os moradores do local.

Alternativa

A operação de reintegração de posse do Pinheirinho foi determinada pela justiça em dezembro passado.

Segundo Raquel Rolnik, os residentes não podem ser retirados de suas casas sem uma alternativa de moradia.

Cerca de 6 mil pessoas foram afetadas. A relatora da ONU afirmou que está “estarrecida” com o uso excessivo da força durante a operação policial de 22 de janeiro.

Balas de Borracha

Ela afirmou ter recebido relatos de que a polícia militar de São Paulo teria lançado mão de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os moradores incluindo crianças e pessoas idosas.

O comunicado sugere que 20 pessoas ficaram feridas e 30 foram presas.

Raquel Rolnik disse que foi informada de que Pinheirinho está cercada e que ninguém está sendo autorizado a entrar no local.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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