Nações Unidas preocupadas com milícias e armas na Líbia
BR

26 janeiro 2012

Chefe da Missão de apoio da ONU no país, Unmil, Ian Martin, disse ao Conselho de Segurança, nesta quarta-feira, que as novas autoridades herdaram “instituições fracas”; milhares de armamentos continuam nas ruas.

[caption id="attachment_210661" align="alignleft" width="342" caption="Governo não estaria conseguindo controlar milícias"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.*

A questão da segurança na Líbia representa um dos pontos mais preocupantes neste momento para o país. Milícias desgovernadas e milhares de armas, ainda nas ruas, seriam uma das ameaças à segurança da nação do norte da África.

A afirmação foi feita pelo representante especial do Secretário-Geral, Ian Martin, nesta quarta-feira, ao Conselho de Segurança, em Nova York.

Distorção

Martin contou aos membros do Conselho que o governo líbio herdou “instituições fracas” e não está conseguindo controlar as milícias e grupos armados. Ele afirmou que a situação no país é ainda mais complexa com a “distorção permanente do tecido social e político da nação.”

O novo regime político da Líbia está em vigor desde o ano passado quando rebeldes tomaram a capital Trípoli. O ex-líder líbio Muammar Kafadi acabou sendo morto em 20 de outubro.

Ian Martin também disse que a ausência de partidos políticos, a inexperiência na redação de leis e falhas de comunicação são alguns dos empecilhos para o avanço de um processo democrático.

Condições Precárias

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, que também participou da sessão, chamou a atenção para as condições precárias de detenção e o tratamento dado aos presos na Líbia.

A maioria dos detentos é acusada de ser leal a Kadafi.

Pillay pediu que todos os centros de detenção na Líbia sejam colocados sob custódia do Ministério da Justiça e do Ministério Público e que um sistema de seleção entre em vigor imediatamente.

Segundo agências de notícias, a organização Médicos Sem Fronteiras decidiu suspender o trabalho nas prisões por causa de alegações de atos de tortura, que teriam sido realizados nas duas últimas semanas.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

 

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