Investimento Direto Estrangeiro em alta em todos os setores da economia apesar da crise

24 janeiro 2012

Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento publica relatório onde dá conta de um crescimento de 17 por cento; US$ 1,5 mil biliões foi quanto os investidores apostaram em 2011, ultrapassando a média registada no período pré-crise. África registou quedas “muito ligeiras”, Brasil lidera região da América Latina e Caraíbas.

[caption id="attachment_210557" align="alignleft" width="350" caption="Foto: World Bank"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os últimos dados sobre as Tendências do Investimento Global apontam para progressos em 2012, apesar dos riscos que a fragilidade da economia representa.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, publicou nesta terça-feira o relatório preliminar sobre investimento direto estrangeiro a nível global em 2011, e as conclusões são animadoras. No ano passado, o índice cresceu 17 por cento.

África

A tendência de investir em África desceu ligeiramente quando comparada com 2009 e 2010, mas a África Ocidental e o sul do continente experimentaram crescimentos “robustos” durante o ano passado.

Apesar da crise, os investidores injectaram US$ 1,5 mil biliões, uma aposta que chegou a todos os setores. As economias desenvolvidas, em desenvolvimento e em transição, todas receberam a sua quota.

Sem Crise

A oitava edição do relatório da Unctad apresenta as tendências do investimento direto estrangeiro, mas os resultados concretos e detalhados, com análise para o ano 2012, vão ser apresentados num outro documento, a publicar em Julho, intitulado Relatório sobre Investimento Mundial.

Os países com economias em desenvolvimento ou em transição foram receptores de metade do investimento direto estrangeiro no ano passado. A região que mais recebeu foi a América Latina, com 35 por cento, e o continente africano, com 31 por cento.

Brasil

O índice para a América Latina e Caraíbas representa US$ 216 mil milhões, sendo que a maior parte do investimento tenha sido feito no Brasil, Colômbia e centros financeiros “offshore”. Os investidores continuam atraídos pelos recursos naturais da América Latina e seus mercados em expansão. E o mercado brasileiro, devido à localização estratégica, serve de íman para outros mercados como Argentina, Chile, Colômbia ou Perú.

A Unctad estima que 2012 o investimento direto estrangeiro chegue aos US$ 1,6 mil biliões. O recorde continua a ser 2007, ano em que o investimento atingiu os US$ 2 mil biliões.

 

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