Nações Unidas condenam 34 execuções num só dia no Iraque

24 janeiro 2012

A alta comissária para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que os crimes cometidos pelas vítimas executadas não são claros; duas mulheres estavam entre os condenados à morte.

[caption id="attachment_210511" align="alignleft" width="350" caption="Rupert Colville"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

A alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou a execução de 34 pessoas no Iraque, incluindo duas mulheres.

As execuções ocorreram no dia 19 de janeiro. Para Pillay, este elevado número, em apenas um dia, é “assustador”.

Julgamentos

A alta comissária mostrou-se “chocada”. De acordo com Navi Pillay, mesmo que os condenados tivessem sido submetidos a “julgamentos criteriosos”, o número por si é algo “terrível”.

De acordo com o porta-voz de Pillay, Rupert Colville, existem 48 crimes que resultam em pena de morte no Iraque. Muitos dos delitos ainda não foram esclarecidos. Colville acrescentou que desde 2004, nenhuma pessoa na lista de condenados à pena de morte no país foi perdoada.

Recorde-se que nos últimos sete anos, o Iraque executou mais de 1,2 mil pessoas.

Moratória Imediata

Colville lembrou que cerca de 150 países já aboliram a pena de morte ou declararam a moratória.

A alta comissária das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu ao governo do Iraque que implemente uma moratória imediata.

*Apresentação: Joyce de Pina.

 

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