ONU afasta policiais envolvidos em alegações de abuso sexual no Haiti
BR

23 janeiro 2012

Organização afirma estar “ultrajada” com relatos e informa que uma equipe foi enviada ao país, no sábado, para investigar os casos; Nações Unidas têm política de “tolerância zero” para este tipo de crime.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas informaram, nesta segunda-feira, que estão investigando duas alegações de exploração sexual e abuso de menores envolvendo tropas da organização no Haiti.

Os casos foram reportados à organização no dia 16 de janeiro pela Missão de Estabilização da ONU no país, Minustah. O porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Martin Nesirky, informou que o primeiro caso envolve policiais das Nações Unidas em Porto Príncipe. No sábado, uma equipe foi enviada ao Haiti para apurar os relatos.

Responsabilidade

De acordo com o comunicado, todos os envolvidos já foram afastados das suas funções enquanto a investigação é realizada.

O segundo caso envolveria um ou mais oficiais de polícia da ONU que atuam na cidade de Gonaïves. Segundo Nesirky, as “Nações Unidas estão ultrajadas com as alegações e levam extramente a sério a responsabilidade em lidar com os casos.”

Ao contrário de casos envolvendo um contingente militar, onde os países de origem ficariam a cargo da investigação, as alegações que citam policiais das Nações Unidas são de responsabilidade direta da ONU.

Por isso, uma equipe foi enviada ao país  para investigar as alegações. As Nações Unidas têm uma política de “tolerância zero” para abuso sexual.

A Minustah também informou que tomará medidas de apoio às supostas vítimas.

 

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