Cheias em Moçambique: PMA só tem recursos para emergência até março

24 janeiro 2012

Agência diz que está a ser atingida por crise económica mundial; Moçambique está a ser assolado por ventos fortes; 18 pessoas morreram; regiões sul e centro incomunicáveis via terrestre

[caption id="attachment_210467" align="alignleft" width="350" caption="Foto: World Bank"]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, admite que poderá ter problemas de recursos se tiver que acudir a situações de emergência em Moçambique depois do mês de Março. A agência reconhece que está a ser afectada pela crise económica mundial.

As regiões centro e sul de Moçambique estão a ser assoladas por duas tempestades tropicais que já causaram pelo menos 18 mortes e destruiu diversas infraestruturas, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Interrupção Ferroviária

A principal estrada nacional, que liga o sul ao norte de Moçambique, está cortada e não é possível circular por via terrestre entre os dois pontos do país.

Falando à Rádio ONU, de Maputo, a representante do PMA em Moçambique, Lola Castro, disse que a instituição tem disponível 10 mil toneladas de alimentos para utilizar em caso de emergência. Mas esta quantidade de alimentos só servirá para assistir aos necessitados durante os três meses deste ano.

“A capacidade que nós temos é de apoiar o Governo na resposta que ele precise em todo o momento. Neste momento com o montante de toneladas que dispomos, temos a capacidade de resposta para três meses, se tivermos de utilizar os alimentos só para emergência. Mas depois temos que sair para pedir aos doadores e outros, conjuntamente com o Governo, para obter uma maior quantidade, dependendo do número de afectados”, afirmou.

A responsável pelo PMA em Moçambique estimou em 245 mil o número de pessoas que estão a enfrentar a insegurança alimentar em Moçambique.

O centro de Alerta da Marinha norte-americana disse que, nesta segunda-feira, em Moçambique, verificaram-se rajadas de vento de 185 quilómetros por hora, que poderão aumentar para 212 quilómetros por hora na manhã de quarta-feira.

 

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