TPI indicia altos quadros quenianos por crimes contra a Humanidade

23 janeiro 2012

Dois candidatos à presidência do Quénia estão entre quatro personalidades indiciadas pelo Tribunal Penal Internacional de Haia; crimes reportam a dezembro de 2007, logo após o anúncio dos resultados das eleições presidenciais.

[caption id="attachment_208405" align="alignleft" width="350" caption="Luis Moreno Ocampo"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Dois dos actuais candidatos à presidência do Quénia estão entre as quatro personalidades indiciadas pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade. Todos negam as acusações.

Os crimes reportam ao período que seguiu o anúncio dos resultados das eleições presidenciais de dezembro de 2007.

Acusações

O actual vice-primeiro-ministro, Uhuru Kenyatta, que é também ministro das Finanças, vai ser julgado juntamente com o seu chefe de gabinete, Francis Mutaura, por alegadamente financiar e organizar homicídios e persecuções.

O antigo ministro da Educação, William Ruto, e o apresentador de rádio Joshua Arap Sang, que pertenciam a formações políticas opostas de Kenyatta e Ruto, vão também ser julgados pelo mesmo crime, mas num caso separado.

A violência pós-eleitoral matou pelo menos 1200 pessoas e provocou a deslocação interna de outras 600 mil.

O procurador-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, decidiu criar dois casos diferentes para reflectir as divisões políticas e étnicas no Quénia aquando da violência pós-eleitoral.

As próximas presidenciais no país deverão acontecer no início do próximo ano. Kenyatta e Ruto perfilam-se como candidatos.

 

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