Número de refugiados africanos que tentam chegar ao Iémen duplicou

20 janeiro 2012

Apresar da dificuldade da viagem, que implica atravessar o Golfo de Áden e o Mar Vermelho, os refugiados de países vizinhos como Sudão, Etiópia ou Somália, sem saber do que se passa no Iémen, correm riscos para lá chegar; mais de 100 mil tentaram a viagem, em 2012; pelo menos 103 morreram afogadas.

[caption id="attachment_210392" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O número de africanos migrantes, refugiados e que procuram asilo, e para isso atravessam o Golfo de Áden e o Mar Vermelho para o Iémen, atingiu números recordes.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, foram mais de 100 mil só em 2011, e mais de 100 morreram durante as travessias.

Vida Melhor

A agência indica ainda que muitos dos refugiados e migrantes desconhecem que a instabilidade e as condições de segurança no Iémen estão a piorar. E os que têm conhecimento, preferem ir na mesma do que ficar nos países de origem.

Para o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, buscar uma vida melhor significa para muitas destas pessoas sofrer abusos às mãos dos traficantes, entre esses abusos, violações sexuais:

Edwards sublinha que a reduzida presence policial no Iémen permite aos traficantes de seres humanos mais “espaço de manobra.” O que impede às equipas humanitárias tentar chegar primeiro aos refugiados nas costas do Iémen.

O Acnur afirma ainda que com mais de 76 mil inscritos, os etíopes representam o grosso dos refugiados e migrantes para o Iémen.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud