Mais de 120 mil pessoas afetadas pela violência étnica no Sudão do Sul

20 janeiro 2012

As Nações Unidas refizeram os cálculos e indicam que as vítimas de violência étnica no estado do Jonglei, no Sudão do Sul, ultrapassa as 120 mil pessoas; as primeiras estimativas apontavam para 60 mil; a ONU tem no terreno a maior operação de ajuda humanitária da sua história – uma ajuda que vai ter de duplicar.

[caption id="attachment_204767" align="alignleft" width="350" caption="Refugiados do Sudão do Sul"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 120 mil pessoas necessitam de ajuda humanitária urgente no Sudão do Sul, fugidas da violência étnica no estado do Jonglei. A informação foi avançada pela responsável do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, no Sudão do Sul.

Lise Grande, a coordenadora do Ocha no país, de Juba, confirmou esses números esta sexta-feira. Grande afirmou que “a violência não parou, há duas semanas foi lançada a operação humanitária em massa para assistir 60 mil pessoas, mas os ataques recentes duplicaram esse número”, concluiu a responsável.

Violência

Os confrontos entre os grupos étnicos Lou Nuer e Murle escalaram desde dezembro, com represálias e vinganças a sucederem-se. Além de deslocados internos, a violência destruiu aldeias inteiras, gado e provocou desaparecimento de membros das duas comunidades, já que os sequestros de mulheres e crianças são comuns durante os confrontos entre estes dois grupos.

A ONU enviou para as zonas “quentes” do conflito capacaetes azuis prontos para combate, para ajudar as forças do governo a conter a violência, e está a gerir a maior ação humanitária de sempre da organização – a mais complexa e a mais cara da sua história.

A falta de condições rodoviárias no país torna a operação humanitária numa das mais difíceis de sempre. A atual situação requer da comunidade internacional mais de US$ 760 milhões para financiar os mais de 270 projetos em curso desenvolvidos por 110 organizações.

 

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