Aumento de casos de aborto induzido põe em risco saúde das mulheres, diz estudo
BR

20 janeiro 2012

São 28 interrupções da gravidez em cada mil gestantes por ano; abortos clandestinos subiram de 44% em 1995 para 49% em 2008; dados da OMS foram citados, esta semana, na revista especializada The Lancet.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que o aumento no número de abortos, em todo o mundo, está pondo em risco a saúde das mulheres. A pesquisa, realizada em 2008, foi citada num artigo da revista especializada “The Lancet”, esta semana.

Segundo os dados, as interrupções da gravidez realizadas em locais sem acompanhamento clínico, subiu de 44% em 1995 para 48% em 2008.

Supervisão Médica

Abortos induzidos, de forma insegura, são uma das maiores causa da morte materna. De acordo com especialistas ouvidos pela “The Lancet”, os dados são “profundamente perturbadores”.

Pelo estudo da OMS, as taxas de abortos mantiveram-se estáveis na marca de 28 por mil mulheres, anualmente.

As gestantes, que interrompem a gravidez sem supervisão médica, estão mais propensas à infecção e hemorragias.

Nos países em desenvolvimento, especialmente os que proíbem a prática, a maioria dos abortos é feita de forma insegura. Pelos dados da agência da ONU, 97% dos procedimentos realizados na África ocorrem em condições perigosas.

De acordo com o estudo, 86% dos abortos ocorreram em países em desenvolvimento.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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