ONU pede fim imediato da incitação à violência étnica no Sudão do Sul

20 janeiro 2012

A chefe da missão da ONU no país pediu o fim do ciclo de violência que está a vitimar milhares de pessoas; ONU já deslocou metade dos capacetes azuis prontos para combate para regiões do estado de Jonglei, centro das hostilidades; missão necessita de helicópteros para poder assistir o governo no controlo e prevenção da violência.

[caption id="attachment_210351" align="alignleft" width="350" caption="Capacete azul da ONU em Jonglei"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A ONU pediu o fim imediato do ciclo de violência étnica no Sudão do Sul, nação recentemente independente, e apelou ao governo para responsabilizar os que cometem a violência e os que incitam à violência étnica, “com toda a força da lei”.

Os grupos étnicos Lou Nuer e Murle não reduziram as ações de hostilidade, numa sucessão de vinganças que tem decorrido nas últimas semanas, devido a disputas relacionadas com pastagens e acesso à água.

As Nações Unidas pediram também ao executivo sudanês para enviar mais forças para áreas-chave de forma a prevenir mais derramamento de sangue.

Combate

A própria missão da ONU no país, Unmiss, já deslocou metade dos capacetes azuis prontos para combate para a região onde as hostilidades são mais fortes, o estado do Jonglei, para evitar o deteriorar da situação.

De Juba, capital do país, a enviada especial do Secretário-Geral para o Sudão do Sul e chefe da missão da ONU no país, Hilde Johnson, afirmou que “a crise continuada no estado do Jonglei é um teste para todos nós”.

Ameaça

A responsável indicou ainda que todas as partes envolvidas devem redobrar esforços para colocar um fim imediato ao ciclo de violência que está a colocar milhares de vidas em risco e a ameaçar a estabilidade de toda a região.

Na sequência da violência entre as duas etnias, a ONU lançou a maior e mais complexa operação de ajuda humanitária urgente da organização, envolvendo várias agências, para dar assistência às vítimas.

Violência Étnica

A chefe da missão também indicou estar preocupada com as mensagens, provenientes de grupos ou alguns indivíduos, que incitam à violência étnica continuada. A responsável deplorou estes incitamentos, que classificou de “inaceitáveis”.

Há várias semanas que os capacetes azuis da ONU estão na região centro das hostilidades, mas a eficácia do desempenho das forças da ONU está a ser comprometida pela falta de meios de transporte aéreo, nomeadamente helicópteros.

 

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