Ban reforça conceito da ONU sobre responsabilidade de proteger civis
BR

19 janeiro 2012

Em discurso sobre o tema, em Nova York, nesta quarta-feira, Secretário-Geral disse que inicaitiva ajudou a salvar milhares de vidas; ele afirmou que tema tem que ser uma “realidade” para a população mundial; Brasil pede também responsabilidade ao proteger.

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas reafirmaram, nesta quarta-feira, a importância do conceito responsabilidade de proteger civis em situações de conflito no mundo.

O conceito foi acordado em 2005 numa cimeira de líderes mundiais. Em seu discurso, em Nova York, o Secretário-Geral Ban Ki-moon falou sobre as “lições aprendidas”.

Ações Preventivas

Ban disse que o conceito “chegou a sua maioridade”. Ele citou os casos da Líbia e do Sudão do Sul, entre outros, ao dizer que a ONU demonstrou que a proteção de seres humanos é uma das prioridades da organização. Ele falou ainda sobre a necessidade de ações preventivas.

O conceito de responsabilidade de proteger baseia-se na intervenção da comunidade internacional caso as obrigações dos países que aderem ao acordo não sejam cumpridas.

Ao participar dos debates sobre o tema no Conselho de Segurança, o Brasil, que integrou o órgão até dezembro, realçou a importância também da “responsabilidade ao proteger”, como explicou a embaixadora do país, Maria Luiza Ribeiro Viotti, à Rádio ONU, nesta entrevista, no mês passado.

Meios Pacíficos

“Em primeiro lugar, uma ênfase na prevenção, pois a prevenção é o melhor remédio. Em segundo lugar o fato de que a comunidade internacional deve perseguir, de forma rigorosa, todos os meios pacíficos disponíveis para a proteção de civis. Durante o mandato nestes últimos dois anos, o Brasil tentou exercer uma influência construtiva nas deliberações do Conselho, buscando preservar a  autoridade da ONU e defender o multilateralismo.”

Ao discursar sobre o tema da responsabilidade de proteger, Ban ressaltou a importância da prevenção, e a necessidade de se ser proativo, decisivo e agir cedo de forma a acabar com a violência antes mesmo que ela comece. Ele pediu que 2012 seja o “Ano de Prevenção.”

 

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