Especialista diz que desaquecimento da economia pode afetar combate à pobreza
BR

19 janeiro 2012

Vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, diz que crise no sistema bancário europeu pode piorar quadro; mas segundo ele, muitos países, incluindo o Brasil, estão se preparando bem para enfrentar as dificuldades.

[caption id="attachment_210321" align="alignleft" width="350" caption="Combate à pobreza "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O desaquecimento da economia mundial pode afetar os programas de combate à pobreza nos países em desenvolvimento. Esta é a opinião de especialistas na área incluindo o vice-presidente para Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, Otaviano Canuto.

De acordo com o órgão, a economia global deve crescer 2,5% este ano contra uma previsão de 3,6% feita em junho passado. A crise na zona do euro é uma das maiores preocupaçãoes dos analistas, como explicou Otaviano Canuto, nesta entrevista à Rádio ONU, de Washington.

Calote

“Se há um colapso do sistema bancário europeu, ninguém na face da Terra vai ficar imune, inclusive a economia brasileira. Se não houver um colapso no sistema bancário europeu, ou algum tipo de calote descontrolado, é bem provável que o que vai acontecer é que os países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, desacelerem em relação a 2012 e à primeira metade de 2011. Mas não de modo catastrófico. E nesse sentido, aquilo que funcionou nos últimos anos, em termos de redução da pobreza, pode continuar funcionando.”

A experiência de um dos programas brasileiros de geração de renda, o Bolsa Família, tem sido duplicada em outros países. Mas segundo o vice-presidente do Banco Mundial, as realidades são diferentes, e um momento de crise também pode trazer oportunidades, como no casos de nações lusófonas na África.

Oportunidades e Desafios

“No caso dos países de língua portuguesa na África, abrem-se oportunidades e desafios. Nós sabemos que os preços de matérias-primas, inclusive o preço do petróleo, vão permanecer favoráveis. E para quem é abençoado com recursos naturais, essa é uma janela para ser utilizada durante um período de cinco a 10 anos, em que realmente esses países podem aproveitar a chance e usar essa renda extra para transformar o país em termos de educação, de infraestrutura. Essa janela é, por exemplo, uma janela aberta para Angola.

Ainda de acordo com o relatório Perspectivas Econômicas Globais, as economias avançadas devem crescer 1,4% e as emergentes 5,4%.

 

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