ONU diz que ameaças de terremoto devem ser “levadas a sério”
BR

18 janeiro 2012

Novas estatísticas da Estratégia Internacional de Redução de Desastres revelam que cerca de 70% das vítimas fatais de desastres naturais morreram em tremores de terra; agência também citou enchentes na região serrana do Rio.

[caption id="attachment_210271" align="alignleft" width="350" caption="Haiti foi afetado por terremoto em 2010"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas pediram à comunidade internacional que leve a sério ameaças de terremotos em todo o mundo.

De acordo com a  Estratégia Internacional de Redução de Desastres, Unisdr (na sigla em inglês), quase 70% das vítimas fatais de desastres naturais foram mortas em tremores de terra. A segunda maior causa de mortes foram as enchentes seguidas por tempestades.

Parceria

Os sismos também afetaram milhões de pessoas. Ao todo, ocorreram 302 desastres em 2011. O número de vítimais fatais foi de 29,7 mil. Deste total, 20,9 mil perderam a vida em sismos.

Os dados foram publicados, nesta quarta-feira, em parceria com o Centro para Pesquisa de Epidemiologia e Desastres.

Entre os acidentes do ano passado, o estudo citou as enchentes da região serrana, no Rio de Janeiro, que mataram mais de 900 pessoas. Segundo a agência, os desastres também causaram perdas econômicas para países de rendas média e alta. Além das cheias no Brasil, a ONU ressaltou as enchentes na Tailândia, o furacão Irene, nos Estados Unidos, e o terremoto na Turquia, em outubro.

Possibilidade de Retorno

A maior parte das vítimas de 2011 morreu no Japão em março, com o tsunami e o terremoto que afetaram o país.

A chefe da agência da ONU, Margareta Wahlström, disse que em várias cidades, localizadas em áreas de tremores, é preciso observar a possibilidade de retorno dos terremotos.

Ela citou o caso do Haiti, em 2010, com o sismo que matou mais de 200 mil pessoas. O último terremoto, da mesma magnitude, havia ocorrido há 200 anos.

Em 2011, as perdas econômicas totalizaram US$ 366 bilhões, equivalentes a a mais de R$ 622 bilhões.

A seca na China e no Chifre da África atingiu 60 milhões de pessoas.

Quase metade dos desastres naturais em 2011 ocorreu na Ásia.

 

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