Enviada do Secretário-Geral foi à Côte d’Ivoire para avaliar situação humanitária

17 janeiro 2012

A crise que se desencadeou no país após as eleições do ano passado deixou marcas que as Nações Unidas estão a avaliar; a situação dos deslocados internos está por resolver e a reinserção de antigos combatentes faz parte da lista de prioridades da ONU.

[caption id="attachment_210209" align="alignleft" width="350" caption="Catherine Bragg"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um dos altos quadros das Nações Unidas para a assistência humanitária deslocou-se a Côte d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, nesta segunda-feira, para avaliar as necessidades humanitárias no país.

Catherine Bragg, Assistente do Secretário-Geral para a Assistência Humanitária, foi analisar e avaliar, nove meses depois, as consequências da crise desencadeada após as eleições do início do ano passado.

Esforços Humanitários

A responsável aproveitou a visita para reiterar o apoio da ONU às autoridades nacionais no processo de recuperação pós-crise e no desenvolvimento a longo prazo, em especfial da região oeste do país. As Nações Unidas têm uma missão de paz no país, a Unoci.

Os esforços humanitários concentram-se no regresso a casa dos deslocados internos e dos refugiados, forçados a abandonar as suas casas depois da onda de violência que surgiu no final do ano passado.

Pós-Crise

A crise surgiu quando o antigo presidente Laurent Gbagbo recusou demitir-se após a vitória de Alassane Ouattara, em eleições apoiadas pelas Nações Unidas. Mas só em Abril pôde o vendedor tomar posse.

Além do regresso a casa dos deslocados, a ONU quer também incluir na lista de prioridades humanitárias a implementação dos processos de reforma nas áreas da segurança, desarmamento, desmobilização e reinserção de antigos combatentes na vida civil.

A entidade encarregue deste processo é o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha. E para levar avante o plano de ajuda, o Ocha lançou um apelo no valor de US$ 173 milhões de dólares para o fundo de operações humanitárias, de forma a beneficiar mais de três milhões de pessoas necessitadas de ajuda no país.

 

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