Relatório da ONU indica que crescimento da economia africana excede expectativas

17 janeiro 2012

Contrariando a tendência global, a economia africana mantém-se forte rumo à recuperação; Angola pode esperar um crescimento acrescentado devido ao gás natural; relatório  “Perspectivas e Situação da Economia Mundial” indica ainda que crescimento no continente em 2012 pode chegar aos 5 por cento.

[caption id="attachment_210186" align="alignleft" width="350" caption="Foto: World Bank"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No relatório periódico sobre a situação da economia mundial, as Nações Unidas indicaram que o continente africano continua no caminho da recuperação económica, contrariando a tendência global, e que o crescimento económico previsto para 2012 é de cinco por cento, sendo de 5,1 por cento para 2013.

Redigido por varias agências das Nacoes Unidas e liderado pela Conferencia das Nacoes Unidas sobre Comercio e Desenvolvimento, Unctad, o relatório “Perspectivas e Situação da Economoia Global” analisa os blocos regionais um por um.

Para África, fica sublinhada o que o documento chama de “pronunciada recuperação e regresso ao crescimento sólido, que emerge depois do pico da crise económica global de 2008”.

Petróleo e gás

A África do Sul é vista como a economia mais forte do continente, e a que mais deve crescer em 2012. Uma situação que se devem, de acordo com o relatório, a uma procura externa favorável, ao estímulo fiscal e ao aumento do consumo interno devido a elevados salários.

Para as economias africanas produtoras de petróleo, como Angola, Gana ou Nigéria, o potencial económico vai continuar a crescer devido ao elevado preço do petróleo no mercado internacional.

Angola a subir

Para Angola, o início das operações relacionadas com gás natural liquefeito vai provocar um salto no crescimento este ano.

Na África oriental, e apesar de a seca ter provocado o aumento do custo dos alimentos, prevê-se um ano com colheitas mais regulares o que vai aliviar a pressão sobre a inflação.

No entanto, o relatório adverte, o desemprego vai manter-se como um dos maiores problemas do continente e a crise na Europa e Estados Unidos pode forçar a economia mundial a estagnar, afectando o crescimento de países em desenvolvimento.

 

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