Ban pede ao presidente da Síria que ‘pare de matar o próprio povo’
BR

16 janeiro 2012

Secretário-Geral fez o comentário durante visita ao Líbano e disse que “o caminho da repressão não levará a lugar algum.”

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Em sua mais recente declaração sobre a violência política na Síria, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao presidente do país que “pare de matar o próprio povo”.

Durante uma visita a Beirute, capital do Líbano, Ban voltou a se dirigir ao presidente sírio, Bashar al-Assad, num apelo ao fim da violência. Segundo ele, a repressão é um caminho que não levará a lugar algum no país árabe.

Dinastias

Os protestos pró-democracia, que começaram em meados de março, foram reprimidos por forças de segurança sírias. Mais de 5 mil pessoas morreram no país.

Ban Ki-moon lembrou que a “época de regimes comandados por uma só pessoa ou de dinastias está acabando.”

O Secretário-Geral afirmou ainda que “os ventos da mudança começaram a soprar, e que a chama que surgiu na Tunísia não diminuirá.” Há um ano, protestos de ruas levaram à queda do então presidente vitalício da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali.

Jovens e Mulheres

Ban Ki-moon afirmou que entre os pré-requisitos que o mundo árabe precisará, para a democracia florescer, estão uma reforma inclusiva assegurando que a mulher esteja no centro do futuro da região e que os jovens sejam ouvidos.

Ele voltou a prometer o apoio das Nações Unidas aos países árabes que atravessam um período de transição democrática.

 

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