Alto Comissariado de Refugiados da ONU encerra trabalhos no Timor-Leste
BR

13 janeiro 2012

Acnur esteve presente em Díli durante 12 anos; cooperação com o país será feita agora a partir do escritório do órgão na Tailândia; presidente Ramos Horta compareceu à cerimônia de despedida na capital timorense.

[caption id="attachment_210028" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas anunciaram o encerramento do escritório do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, em Díli, capital do Timor-Leste.

A cerimônia de despedida, realizada nesta quinta-feira, contou com a presença do presidente do país e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, José Ramos Horta.

Militares Demitidos

O Acnur passou 12 anos no Timor-Leste chegando a Díli antes mesmo da independência timorense, em 2002.

O presidente Ramos Horta afirmou que o Timor está pronto para assumir suas responsabilidades após a assistência do Acnur.

Em 2006, o país viveu uma onda de violência, provocada por militares demitidos, que causou a fuga de 150 mil pessoas de suas casas.

Controle

O próprio presidente viveu como refugiado entre as décadas de 70 e 90, nos Estados Unidos e na Austrália.

Em 1999, quase 250 mil pessoas fugiram do Timor-Leste por causa de violentos confrontos gerados por pessoas que se opunham à realização do referendo sobre a independência do Timor, sob controle da Indonésia.

O Acnur informou que continuará cooperando com o Timor a partir de seu escritório em Bangcoc, na Tailândia.

*Apresentação: Eduardo Costa Mendonça.

 

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