Haiti debate-se com segurança alimentar dois anos depois do terramoto

12 janeiro 2012

As Nações Unidas desdobram-se em cerimónias e homenagens às vítimas do terramoto do Haiti, que matou mais de 200 mil pessoas há dois anos. As agências humanitárias louvam os esforços feitos, mas indicam que a segurança alimentar ainda é um problema no país.

[caption id="attachment_210013" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Joyce de Pina, Rádio ONU de Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas no Haiti, Minustah, está participando, nesta quinta-feira, de uma série de eventos no país em memória das vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Mais de 200 mil pessoas morreram no sismo que deixou ainda 1,5 milhão de haitianos vivendo em acampamentos temporários.

Coroa de Flores

O comandante da Minustah, general Luiz Ramos, falou à Rádio ONU, de Porto Príncipe, sobre a homenagem.

“Nós vamos ter uma cerimônia no quartel-general aqui aonde vão todos os representantes dos países. Nós colocaremos flores no monumento aqui existente. Serão lidos os nomes daqueles que pereceram inclusive o próprio representante especial do Secretário-Geral na época, Hédi Annabi. E será feita também uma parte religiosa. E, de uma maneira bem simples, mas bem profunda, todos nós iremos lembrar aqueles que aqui estavam e que deram a suas vidas para que este país tivesse paz.”

Reconstrução

A reconstrução está a chegar ao país. O Unicef, por exemplo, ajudou a construir 193 escolas resistentes a terramotos. Cerca de 750 mil crianças voltaram a estudar após perder um ano letivo por inteiro.

De acordo com as Nações Unidas, dois anos depois, mais de um milhão de desabrigados voltaram à casa, mas 500 mil pessoas ainda continuam nos acampamentos.

Em entrevista à Rádio ONU, de Porto-Príncipe, Yara Costa, encarregada de informação da Organização Internacional para Migrações no Haiti, lembrou que apenas se passaram dois anos sobre a catátrofe:

“Não. A verdade é que no Haiti já existiam problemas antes do tremor de terra de janeiro de 2010. E estes problemas apenas foram acentuados depois da catástrofe natural que aconteceu. Mas é preciso lembrar que houve progressos. Só se passaram dois anos, mas o trabalho da comunidade internacional humanitário está a ser feito. É verdade que ainda existem meio milhão que estão a viver nos acampamentos. Mas a ideia e os projectos que estão a ser feitos, são de facto, de retirar as pessoas, através de diferentes opções, nos próximos meses e anos, possivelmente.”

Apesar de os sinais da tragédia ainda estarem presentes nas ruas, centenas de quilómetros de estrada também já foram reconstruídos. E, de acordo com o governo, o Produto Interno Bruto, PIB, cresceu 6,1%.

 

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