Violência religiosa na Nigéria pode ser “crime contra Humanidade”, diz Pillay
BR

12 janeiro 2012

Alta comissária de Direitos Humanos pediu a todos os líderes religiosos do país que concertem esforços para acabar com mortes de civis; segundo ela, tolerância religiosa é um dos pilares da unidade nigeriana.

[caption id="attachment_199925" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova York.*

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, afirmou que a onda de violência religiosa e sectária na Nigéria pode ser considerada “crime contra a Humanidade”.

A mensagem de Pillay foi dirigida aos líderes religiosos e políticos do país africano. Os principais autores da violência, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, seriam membros do grupo islâmico Boko Haram. Durante o Natal, integrantes do movimento atacaram várias igrejas cristãs matando dezenas de pessoas.

Unidade Nacional

A alta comissária da ONU pediu aos líderes políticos e religiosos do país para dialogarem colocando um fim à violência.

Pillay  indicou ainda que a situação que se vive na Nigéria é uma ameaça à unidade nacional e que qualquer pessoa que incite a violência tem de ser responsabilizada, independentemente, da sua posição.

Ação Firme

O porta-voz dela, Rupert Colville disse, de Genebra, que as autoridades nigerianas têm de agir de forma firme para lidar com grupos como Boko Haram. Mas explicou que não deve haver uso excessivo da força.

Colville afirmou que se as forças de segurança não respeitarem os direitos humanos, ou reagirem  de forma excessiva, elas podem piorar a situação. Segundo ele, este tipo de ação pode causar ressentimento junto da população e isso é a última coisa que o país necessita agora.”

De acordo com o Alto Comissariado, mais de mil pessoas foram mortas na Nigéria nos últimos três anos vítimas de violência sectária do grupo Boko Haram.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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