Nações africanas e ONU acordam reforço de medidas contra Exército de Libertação do Senhor

11 janeiro 2012

Reunião em Kinshasa decide que medidas mais firmes vão ser tomadas para combater os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor; ONU e países africanos decididos a acabar com atividade do grupo no continente.

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Durante uma maratona de reuniões em Kinshasa, na República Democrática do Congo, as Nações Unidas e representantes de países da África Central decidiram que vão ser tomadas medidas “firmes” contra o grupo Exército de Libertação do Senhor, LRA, de forma a acabar com as atividades do grupo no continente.

Vários países africanos são afetados por este grupo, criado no Uganda nos anos 80.

Combater Terrorismo

Na capital do Congo, as nações debateram as táticas e técnicas mais eficazes para combater o LRA, e uma das conclusões a que chegaram, foi a necessidade de os respetivos exércitos nacionais terem liberdade de cruzar as fronteiras dos países vizinhos quando em perseguição dos militantes do grupo rebelde.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a África Central, Unoca, esta aceitação transnacional é um passo “importante”. Países como a República Centro Africana, Sudão do Sul, Uganda e República Democrática do Congo concordaram em abrir as fronteiras.

Esforços Conjuntos

No entanto, e em comunicado, a Unoca indicou que os termos da liberdade de movimento têm de ser bem definidos, justificados e o tipo de tropas mobilizadas especificado.

Nomes de oficiais congoleses foram indicados para cooperar com a União Africana, que também está envolvida nas operações.

O chefe da Unoca vai, antes do fim de Maio próximo, entregar um relatório ao Secretário-Geral das Nações Unidas sobre os progressos nas negociações e cooperação entre os estados afetados pela violência, a União Africana e as missões da ONU em África.

Exército Rebelde

O LRA formou-se nos anos 80 no Uganda e há 15 anos que dirige, principalmente, os ataques contra civis do país e forças de segurança.

Em 2002, as forças do Uganda conseguiram fazer recuar os rebeldes, e estes passaram a concentrar as suas atividades na República Democrática do Congo, na República Centro Africana e no Sudão do Sul.

Entre as práticas do LRA mais comuns estão as violações e escravatura sexuais, assim como recrutamento de crianças para fins de guerrilha.

 

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