Unfpa apoia prevenção do HIV em Centro de Refugiados em Moçambique

9 janeiro 2012

Lyauma Rehani, refugiado congolês, tornou-se activista contra a Sida no Centro de Refugiados de Maratane, em Nampula, norte do país; a iniciativa é apoiada pelo Fundo das Nações Unidas para a População.

[caption id="attachment_207812" align="alignleft" width="350" caption="Foto: OMS"]

Amâncio Miguel, Rádio ONU no Maputo*.

A instabilidade política no Sul do Kivu, na República Democrática do Congo, forçou o jovem Lyauma Rehani a refugiar-se em Moçambique há 11 anos.

Hoje, consciente dos riscos de saúde que os outros refugiados correm, Rehani dinamiza a prevenção do HIV no Centro de Refugiados de Maratane, em Nampula, no norte de Moçambique.  O projeto conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa.

Rehani é um dos activistas formados em 2009, quando o Programa Geração Biz iniciou as actividades de prevenção no centro que alberga mais de nove mil refugiados. Nesta entrevista à Rádio ONU, de Nampula, Rehani reconhece que os jovens refugiados são vulneráveis ao HIV.

Ocupação

Os jovens de Maratane têm muitos problemas. Eles não têm ocupação e preferem conquistar as meninas, mas não se previnem. Preferem beber e fumar para esquecer o que aconteceu nos seus países. Mas quando vamos ao encontro deles tentamos sensibilizar para tirar essas ideias”.

As intervenções do “Geração Biz” incluem sensibilização para a testagem e tratamento de infecções de transmissão sexual. Rehani diz que a informação é transmitida nas línguas nativas dos refugiados, a maioria do Congo, Burundi, Ruanda, Etiópia e Somália. Há também angolanos, eritreus, guineenses, liberianos, quenianos, sudaneses e ugandeses.

Tratamento de Infecções

No centro foi criado um espaço onde os adolescentes e jovens são assistidos. A maior parte dos utentes procura os activistas para receber preservativos e acompanhamento para o tratamento de infecções de transmissão sexual. Há meses em que 40 mil preservativos são distribuídos.

Embora ainda não tenha sido feito um estudo sobre o impacto das intervenções, Rehani  já vê mudanças nos jovens refugiados, em particular na aceitação de preservativos.

“Muitos não aceitavam, [diziam que] não queriam ‘comer bolachas dentro de plásticos,’ mas agora já estão a pedir mais. E as mulheres precisam do preservativo feminino”.

Baisamo Juaia, Representante Assistente da agência das Nações Unidas em Maputo, contou à Radio ONU, que a agência apoia as atividades de prevenção no Centro de Maratane na procura de responder às necessidades de todos os grupos vulneráveis.

Jovens nas Prisões

“Antes de Maratane já trabalhamos com os jovens nas prisões, um grupo que não era atingido; e [trabalhamos] com jovens portadores de deficiência e foi possível ver grandes resultados. O programa vai o Maratane para a tingir grupos especiais que são marginalizados”.

Por outro lado, diz Juaia, a presença da agência em Maratane complementa o  esforço da Agência da ONU para os Refugiados, e se enquadra no trabalho conjunto das Nações Unidas em Moçambique.

 

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