Moçambique quer tornar reserva Patrimônio Mundial da Humanidade

6 janeiro 2012

Segundo governo do país, candidatura da Reserva Marinha da Ponta do Ouro deverá chegar à Unesco dentro de dois anos; iniciativa visa garantir a conservação da biodiversidade e protecção dos recursos marinhos e costeiros existentes na região.

[caption id="attachment_209742" align="alignleft" width="350" caption="Reserva Marinha da Ponta do Ouro"]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O governo de Moçambique está a preparar a candidatura da Reserva Marinha da Ponta do Ouro, em Maputo, a Património Mundial da Humanidade.

De acordo com a informação, confirmada à Rádio ONU, a proposta deverá ser submetida à Organização para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, “dentro de dois anos.”

Biodiversidade

Segundo o governo, a iniciativa visa garantir a conservação da biodiversidade e protecção dos recursos marinhos e costeiros existentes na região.

Nesta entrevista à Rádio ONU, em Maputo, o ministro moçambicano de Turismo, Fernando Sumbana, destacou as potencialidades do local.

“Primeiro, tem o ecossistema mais representativo do nosso país e do continente africano, uma paisagem lindíssima, com colinas, espécies vegetais e animais variadíssimas e de elevadíssima qualidade. É uma área que se encontra no estado virgem, portanto, sem muita pressão do ser humano ou mesmo da própria natureza e isso é que dá todo o valor. Tem a possibilidade de combinar sol e praia e a zona do interior, que é da área de floresta tropical. E combina também formações de rios interiores, que complementam o ecossistema”, frisou.

Investimento

De acordo com o ministro Sumbana, as autoridades moçambicanas garantem estar a criar infraestruturas necessárias para restabelecer o parque antes da submissão da proposta de candidatura.

“Fizemos todo o empreendimento, definindo claramente onde há actividade económica, onde fica simplesmente para conservação, a reserva marinha com meios neste momento, desde barcos para fiscalização, a sede ao nível da Ponta d’Ouro, portanto, há muito investimento que foi realizado. Mas, mais do que o investimento de ponto de vista monetário, é a estabilização da Reserva Especial de Maputo e de toda aquela área”, disse.

O objectivo do executivo de Maputo é apresentar à Unesco uma proposta convicente.

Possibilidade

“Decidimos criar todas as condições para que não haja reservas em relação à aceitação da proposta. Temos que dar por aí dois anos. Nós já estamos a tratar aquela área como tal. O que nós pretendemos é que haja reconhecimento internacional e sendo assim vamos fazer todo trabalho preliminar para que a nível nacional haja um tratamento daquele local como património da humanidade. E a partir daí, teremos a possibilidade de nos candidatarmos e sermos reconhecidos até internacionalmente”, afirmou.

A Reserva Marinha da Ponta do Ouro cobre uma superfície de cerca de 700 quilómetros quadrados.

As inscrições para Patrimônio Mundial da Humanidade são analisadas pela Unesco com base num processo criterioso e que estabelece pré-requisitos para análise. As candidaturas, aprovadas neste primeiro momento, são levadas adiante e submetidas à votação pela agência.

Todos os anos, a Unesco anuncia, publicamente, os nomes de seus novos patrimônios materiais e imateriais.

 

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