ONU alerta para intervenção de emergência em massa no Sudão do Sul

4 janeiro 2012

Vítimas de violência interétnica em Pibor, no estado do Jonglei, estão a regressar às aldeias depois de uma semana passada no mato; número de mortos ainda desconhecido; dezenas de mulheres e crianças desapareceram.

[caption id="attachment_209618" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas desconhecem o número total de vítimas na sequência do ataque em Pibor, no Sudão do Sul, por parte de seis mil membros do grupo étnico Lou Nuer contra membros do grupo Murle. Os confrontos entre as duas comunidades datam do passado e devem-se à disputa de pastagens para o gado e acesso à água potável.

A coordenadora do escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária no Sudão do Sul, Lisa Grande, alertou para a gravidade da situação, depois de uma visita, juntamente com uma delegação do governo sudanês, que fez às aldeias e localidades afetadas.

Salvar Vidas

Em entrevista à Rádio ONU, do Sudão do Sul, Grande afirmou que quem regressa, regressa em condições precárias.

Ela afirmou que a situação humanitária é preocupante. Segundo a responsável, havia muitos civis na aldeia quando a delegação chegou, e essas pessoas se refugiaram-se no mato. Ao longo do dia, quando começaram a regressar, encontravam-se em más condições.  Muitas famílias escondidas no mato há uma semana, ficaram sem comida, água ou abrigo.

Lisa Grande alerta que uma intervenção em massa é urgente para responder às necessidades dos que estão a regressar, muitos para aldeias totalmente destruídas.

Retaliação

O grupo étnico Lou Nuer, como forma de retaliação atacou as aldeias e localidades, onde membros da comunidade Murle viviam ou se refugiaram. O conflito entre os dois grupos subiu de tom na última semana de dezembro. Os Lou Nuer reuniram seis mil jovens armados para proceder ao ataque. Dezenas de mulheres e crianças desapareceram, assim como gado, uma das principais fontes de subsistência das comunidades sudanesas.

Intervenção da ONU

As Nações Unidas enviaram para Pibor um batalhão de capacetes azuis e o governo sudanês enviou um outro batalhão para tentarem impedir o ataque iminente.

Os capacetes azuis e militares do governo acabaram por assistir os civis em operações de resgate, evacuar áreas e impedir um escalar da violência.

 

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