Unesco comemora 60 anos de Prêmio sobre Popularização da Ciência
Cerimônia, na Índia, deve reunir especialistas de todo o mundo incluindo ex-ganhadores da distinção; cinco professores brasileiros já receberam o Kalinga por aproximar a ciência a comunidades locais.
Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura está marcando os 60 anos do Prêmio Unesco Kalinga de Popularização da Ciência. Um simpósio internacional está ocorrendo nestas quarta e quinta-feiras na cidade de Bhubaneswar, na Índia. O objetivo é discutir os atuais desafios e avanços na popularização da ciência.
Segundo a Unesco, a popularização da ciência inclui todas as atividades que comunicam os métodos e conhecimentos científicos para o público, fora do ambiente formal da sala de aula. Ela engloba museus, shows e feiras, e trabalhos que promovam a compreensão pública da história da ciência.
Histórico
Concebido em 1951 por Mr Biju Patnaik, criador da Fundação Kalinga Trust, o Prêmio Unesco Kalinga de Popularização da Ciência continua relevante. Segundo a Unesco, diante de sociedades que correm contra o tempo para solucionar problemas como a erradicação da pobreza ou o impacto da mudança climática, a ciência pode ser uma ferramenta vital para encontrar saídas equitativas e sustentáveis.
Até o momento, 65 pessoas receberam o Prêmio, entre eles seis ganhadores do Nobel. Entre elas está o britânico Bertrand Russel, Nobel da Paz de Literatura em 1950, agraciado com o Kalinga sete anos depois.
Desde o início da premiação, a distinção já foi concedida a cinco cientistas brasileiros. O último a ser agraciado, em 2005, foi o professor da PUC do Rio Grande do Sul, Jeter Jorge Bertoletti. Ele ganhou o Kalinga por lançar o projeto “Museu Itinerante”, em 2001, levando exibições, experimentos e conferências a comunidades do estado.