Entrevista: José Graziano da Silva, novo diretor-geral da FAO

3 janeiro 2012

O ex-ministro do Governo Lula conversou com a Rádio ONU, de Roma, em seu primeiro dia de trabalho no cargo, sobre as prioridades à frente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Graziano da Silva informou que deverá colocar o combate à fome no topo de sua agenda com os países que querem erradicar o problema. "Eu acredito que com relação à fome não pode haver meio termo". Segundo o novo chefe da agência, a FAO também deve passar por um processo de descentralização. "Atualmente, três quartos dos recursos da FAO são empregados na sede em Roma. Temos que mudar isso, e levar à FAO para os países mais pobres, às regiões, as quais, ela serve".

Ao comentar a atual alta no preço dos alimentos, Graziano da Silva disse que a tendência deve continuar em 2012 também por causa da volatilidade dos mercados e a atual crise econômica mundial.

O novo diretor-geral quer ainda investir mais na Cooperação Sul-Sul.

"Neste momento, especialmente, de turbulência no mundo desenvolvido, os países emergentes têm que assumir maiores responsabilidades. E é no Sul hoje que nós temos o maior elenco de tecnologias, ecologicamente adaptadas, para o desenvolvimento da agricultura em outras partes do mundo. Dou apenas um exemplo: a Argentina produz mais de 95% de seus grãos, basicamente trigo, milho e soja, com o cultivo direto, sem provocar erosão do solo. Este é apenas um dos exemplos de uma tecnologia moderna, revolucionária que pode ser estendida a outros países, através da Cooperação Sul-Sul."

Acompanhe a entrevista concedida à Mônica Villela Grayley.

Tempo Total: 10’11”

 

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