Unicef tenta minimizar efeitos da seca junto das crianças no Djibouti

2 janeiro 2012

Pelo sexto ano, o país africano é assolado pela seca; as reservas de água não chegam, o país está a importar tudo o que consome. Os níveis de malnutrição junto das crianças aumentaram.

[caption id="attachment_202973" align="alignleft" width="350" caption="Má nutrição preocupa"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A seca no Djibouti é um problema crónico que o pequeno país africano, no Corno de África, como é chamado no extremo este do continente, sofre.

Pelo sexto ano, o Djibouti não regista precipitação regular e em quantidade suficiente e um dos grupos que mais sofre são as crianças.

Água Potável

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta para os problemas relacionados com doenças e má nutrição no país devido à falta de água potável.

A representante do Unicef no Djibouti, Josefa Marrato, em declarações à Rádio ONU, explicou o que o Unicef tenta fazer para aliviar os problemas causados pela seca.

“O Unicef tenta, na medida do possível, dar uma resposta que cubra os domínios da nutrição, mas também os domínios da água e saneamento do meio. Nós estamos a tentar responder às necessidades de água potável para beber, porque a falta de água resulta em doenças diarreicas. Isso agrava a malnutrição das crianças.”

Seca

De acordo com a previsão do Unicef, o número de crianças com problemas de nutrição, em 2011, rondaria as duas mil. Mas devido à seca, esse número subiu para pelo menos 5 mil. O país tem 108 mil crianças.

Josefa Marrato sublinha como a seca atinge os mais pequenos, especialmente aqueles na faixa etário dos zero aos cinco anos.

“A seca em Djibouti afeta as crianças a partir da falta de comida, da falta de água e com a diminuição do poder de compra dos pais. Porquê Djibouti importa tudo. Importa todos os alimentos, inclusive os legumes. E com a subida de preços mundial, os pais mais pobres, mais vulneráveis, não têm a capacidade para comprar a cesta básica de alimento para os seus filhos.”

O Djibouti tem menos de 1 milhão de habitantes e um rendimento per capita inferior a US$ 3 mil.

 

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