ONU preocupada com alegações de violações por militares na Cote d’Ivoire

30 dezembro 2011

Missão da ONU no país, também conhecido como Costa do Marfim, mostra-se “profundamente preocupada” com relatórios que dão conta de numerosas violações dos direitos humanos; violência interétnica provocou quatro mortos no início da semana.

[caption id="attachment_209510" align="alignleft" width="350" caption="Foto: UN PHOTO"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas no Côte d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, manifestou profunda preocupação com a situação no país.

O porta-voz da Onuci, Kenneth Blackman, indicou que vários relatórios dão conta de inúmeras violações de direitos humanos pelas Forças Armadas do país.

Violações

Blackman sublinhou que os militares são acusados de violações, actos de tortura, roubo armado e outros abusos, cometidos em vários locais.

As Forças Armadas, ainda de acordo com o porta-voz da Onuci, no início desta semana envolveram-se em confrontos com a população local no sul da cidade de Sikensi. Os média locais deram conta de quatro mortos. Parte da violência deveu-se a tensões interétnicas.

Blackman, durante um encontro com jornalistas locais, fez questão de realçar que as autoridades locais estão a envidar esforços para reforçar o setor de segurança e melhorar a disciplina das forças.

Disciplina militar

Como parte desses esforços, está a criação da polícia militar e de um fundo para a compra de novo armamento. O governo também decidiu estabelecer um corpo de reserva militar e renovar as instalações dos campos militares.

A missão da ONU no país sublinhou que vai continuar a ajudar as autoridades nas áreas da coesão social e reconciliação nacional, assim como na assitência ao desarmamento de jovens, encorajados a entregarem as armas de voluntária.

 

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