Situação na Guiné-Bissau ‘normal’ apesar de tentativa de golpe

28 dezembro 2011

Porta-voz da missão da ONU no país, Vladimir Monteiro, dá conta de ambiente calmo e de um governo funcional; a comunidade diplomática está em alerta moderado.

[caption id="attachment_209352" align="alignleft" width="350" caption="Malam Bacai Sanhá"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Dois dias depois da tentativa de golpe de estado na Guiné-Bissau, a situação aparenta ser calma, com o dia-a-dia a decorrer sem sobressaltos. A informação foi dada pelo porta-voz do Escritório das Nações Unidas no país, Vladimir Monteiro.

Segundo o porta-voz, os transportes públicos estão operacionais e o governo funcional. Vladimir Monteiro afirmou à Rádio ONU, de Bissau, que a comunidade internacional e o corpo diplomático sedeado no país estão a acompanhar o desenrolar da situação.

“Após um evento como este, do dia 26, haja alguma agitação diplomática. Esta manhã chegou o presidente da comissão da União Africana para se avistar com as autoridades, e também com a comunidade internacional. Ontem havia alguma presença e houve também da parte do governo um encontro entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e comunidade internacional para informar do que tinha acontecido e sobretudo da decisão de serem levadas a cabo investigações que respeitem todos os processos legais.”

Golpe falhado

Segundo as agências de notícias, houve uma tentativa frustrada de golpe de estado no país, nesta segunda-feira. Dois generais também foram detidos por alegado envolvimento no incidente.

Após uma reunião entre o Governo e a comunidade internacional, na terça-feira, foi dada a garantia de que investigações sérias vão ser realizadas.

De acordo com a imprensa local, horas após o incidente, o chefe de Estado Maior guineense, António Indjai, afirmou que “um pequeno grupo de militares tentou mudar a ordem no seio do Exército e do Governo”, sem sucesso.

Envolvimento

O chefe da Marinha, Bubo Na Tchuto, também foi detido, mas negou qualquer envolvimento no caso.

A mais recente tentativa de golpe ocorreu num momento em que o presidente do país, Malam Bacai Sanhá, está em Paris onde recebe tratamento médico, desde Novembro.

 

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