Nações Unidas condenam violência na Guiné-Bissau

27 dezembro 2011

Em comunicado emitido pelo porta-voz, o Secretário-Geral da ONU pediu às autoridades que respeitem o inquérito sobre o incidente; segundo agências de notícias houve uma tentativa de golpe de estado no país de língua portuguesa, no oeste da África, nesta segunda-feira.

[caption id="attachment_209362" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

As Nações Unidas condenaram o uso da força para “acertar diferenças” políticas na Guiné-Bissau.

Em comunicado, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que está a acompanhar a situação no país africano e reafirmou o apoio da organização à consolidação do processo de paz guineense.

Membros do Governo

De acordo com agências de notícias, houve uma tentativa frustrada de golpe de estado no país de língua portuguesa, no oeste da África, nesta segunda-feira.

A informação teria sido passada a jornalistas por membros do governo guineense, mas a ONU não citou o golpe na nota emitida pelo porta-voz de Ban Ki-moon.

O Secretário-Geral disse que “a primazia do direito de autoridades civis deve ser respeitada de acordo com a Constituição.”

Investigação

Ban também encorajou as autoridades guineenses a acatar o processo devido na investigação dos incidentes desta segunda-feira.

O novo tumulto político na Guiné-Bissau ocorre num momento em que o presidente do país Malam Bacai Sanhá, de acordo com a imprensa local, estaria em tratamento médico em França.

Há relatos de que o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior se teria refugiado na Embaixada de Angola, na hora da tentiva de golpe, mas a informação não foi confirmada por uma fonte independente.

*Apresentação: Joyce de Pina

 

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