ONU e Iraque assinam acordo sobre exilados iranianos apátridas

27 dezembro 2011

Acnur vai poder tentar arranjar nacionalidade para exilados iranianos; grupo teme pela própria vida por ter ajudado o ex-presidente, Saddam Hussein, a combater mulás do regime de Teerão.

[caption id="attachment_209332" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, congratulou-se com o acordo entre as Nações Unidas e o governo iraquiano sobre o futuro dos 3400 exilados iranianos no campo de Ashraf, no Iraque.

Em comunicado, o Alto Comissário, António Guterres, indicou estar “muito satisfeito” já que agora vai ser permitida a “deslocação voluntária dos residentes do campo de Ashraf para um campo gerido pelo Acnur”.

Nova nacionalidade

Uma vez sob tutela do Acnur, o grupo de iranianos apátridas vai poder recorrer à proteção do Alto Comissariado.

Este é o  primeiro passo para o Acnur proceder ao pedido de atribuição de nacionalidade junto de países terceiros.

Receio

Estes exilados iranianos fugiram para o Iraque e viveram sob proteção de Saddam Hussein, antigo líder iraquiano.

No Irão, o grupo ajudou as forças de Saddam a combater o regime dos mulás. No entanto, a segunda invasão do Iraque, em 2003, pôs fim ao regime de Saddam Hussien, e desde então, o grupo teme ameaças que podem vir dos dois lados da fronteira.

Os exilados são, na maioria, membros do grupo Mujahideen Khalq, ou MEK, e vivem no Iraque desde os anos 80.

 

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