Registo de patentes em Portugal aumenta depois de ano em queda

21 dezembro 2011

O número de registo de patentes aumentou a nível global, de acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual; a percentagem das patentes depositadas é superior à recuperação económica

[caption id="attachment_209172" align="alignleft" width="350" caption="Sede da Ompi em Genebra"]

Joyce de Pina, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Portugal e Brasil fazem parte dos exemplos positivos no mais recente relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, lançado na semana passada em Genebra.

O registo de marcas, desenhos industriais, modelos de utilidade ou patentes, a nível global, apresentou uma recuperação forte em 2010 depois de um declínio registado no ano anterior. Os dois países lusófonos acompanharam a  tendência.

Crise económica

No entanto, Portugal, e apesar de apresentar uma recuperação, registou valores mais fracos. Um cenário atribuído à crise económica que o país atravessa. Mesmo assim, os pedidos de registo de marcas aumentou 3,3 por cento, após dois anos em queda e os pedidos para desenho industrial cresceram quase cinco por cento.

No entato, apenas Portugal e Brasil são referenciados no relatório. Os restantes países de língua portuguesa não aparecem no documento. Para Júlio Raffo, consultor interno da Ompi, em entrevista à Rádio ONU, essa omissão deve-se a uma questão de prioridades.

“Portugal e Brasil aparecem com mais destaque que outros países de língua portuguesa por uma questão de tamanho, mas também por uma questão de disponibilidade de dados. Tem países que lamentavelmente não têm tanta disponibilidade de dados como o Brasil e Portugal. Mesmo países de tamanho similar ao de Portugal, por exemplo, Moçambique, não tem tantos dados sobre propriedade intelectual. O que é uma pena, porque não podemos saber quanto é uma falta de registo ou se de fato há uma parte que está super dimensionada.”

A Ompi analisa o registo de patentes e a dinâmica no meio da propriedade intelectual. Em 2010 as patentes aumentaram em 7,2 por cento e as marcas em 11,8 por cento, contra um crescimento económico global de 5,1 por cento.

 

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