ONU diz que governo do Barein deve libertar prisioneiros políticos
BR

21 dezembro 2011

Alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que gabinete deve tomar medidas para acabar com “desconfiança profunda” entre governo e sociedade civil.

[caption id="attachment_207947" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas afirmaram que o governo do Barein deve tomar providências imediatas para construir a confiança entre o gabinete do país e a sociedade civil.

Em nota, a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu às autoridades barenitas que libertem os prisioneiros políticos da nação do sudoeste da Ásia.

Direitos

As detenções ocorreram quando manifestantes pacíficos saíram às ruas do país para protestar contra o governo. Segundo Pillay, muitos deles já foram condenados por tribunais militares.

A alta comissária afirmou ainda que milhares de pessoas foram demitidas do trabalho por participar das manifestações, e vários estudantes impedidos de continuar sua formação.

Para Navi Pillay, os direitos sociais e econômicos dos que participaram dos protestos devem ser restabelecidos imediatamente.

Reconciliação

Entre os relatos recebidos pelo Alto Comissariado da ONU sobre as violações no Barein estão casos de tortura e até morte em centros de detenção. Para Navi Pillay, a impunidade é um grande obstáculo à reconciliação da nação asiática.

Uma delegação de direitos humanos da ONU visitou o Barein de 13 a 17 de dezembro a convite do governo. Segundo a missão, o nível de desconfiança entre cidadãos e governo aumentou após a repressão violenta das manifestações por democracia.

*Apresentação: Eduardo Costa Mendonça.

 

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