Unesco quer que Rússia investigue assassinato de jornalista no Daguestão
BR

20 dezembro 2011

Khadzhimurad Kamalov foi morto a tiros no último dia 15 quando saía da redação; é o mais recente caso de uma série de ataques a jornalistas, advogados e defensores dos direitos humanos na Rússia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pediu às autoridades da Rússia que abram uma “investigação independente e transparente” do assassinato do jornalista Khadzhimurad Kamalov, do Daguestão.

Ele foi morto a tiros, no último dia 15, quando saía da redação do semanário Chernovik, do qual era fundador e editor. O jornalista também atuava como diretor-executivo da organização Svoboda Slova, que significa liberdade de expressão em russo.

Mensagem de Medo

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU, este é o caso mais recente em uma série de assassinatos de advogados, jornalistas e defensores dos direitos humanos na Rússia.

Kamalov escrevia sobre alegações de violações por membros da polícia no Daguestão. De acordo com o porta-voz Rupert Colville, o assassinato do jornalista envia uma “mensagem de medo” para todos os profissionais que tratam desses temas.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que não se deve permitir que o medo impeça repórteres ao direito básico da informação, evitando que  os cidadãos recebam as notícias.

Somália

Kamalov é o quarto jornalista assassinado na Rússia este ano, de acordo com o Instituto Internacional de Imprensa.

Ainda nesta terça-feira, a Unesco divulgou uma outra nota condenando o assassinato de um jornalista de TV da Somália.

Abdisalam Sheikh Hassan, de 38 anos, que trabalhava para o canal a cabo Horn, foi morto a tiros no domingo quando deixava a empresa.

 

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