Banco Mundial exorta Sudão do Sul a garantir estabilidade macroeconómica

16 dezembro 2011

A mais jovem nação do mundo é o último Estado a se tornar membro do Banco Mundial; Sudão do Sul alcançou independência em julho deste ano e está a dar passos rumo ao desenvolvimento.

[caption id="attachment_208946" align="alignleft" width="350" caption="Robert Zoellick "]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo

O Banco Mundial apelou às autoridades governamentais do Sudão do Sul para garantirem estabilidade macroeconómica e sustentabilidade fiscal.

A  instituição financeira mundial defendeu  que a mais jovem nação do mundo deve trabalhar em parceria com Sudão para encontrarem um caminho de paz e de crescimento, segurança e oportunidades.

A exortação foi lançada pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, num discurso proferido numa cerimónia de adesão da República do  Sudão do Sul como o mais novo membro do Grupo.

Banco Mundial

O Sudão do Sul, que alcançou a independência a 09 de julho último, é um dos países mais pobres do mundo. De acordo com o Banco Mundial, os seus indicadores de desenvolvimento humano continuam entre os mais baixos do globo, apesar de algumas melhorias recentes.

Mais da metade da população vive na pobreza extrema. Apenas 3 por cento das mulheres têm acesso  ao serviços pré-natal e uma em cada 4 mortes maternas ocorre durante a gestação ou nos primeiros dois meses após o parto.

O presidente do Grupo Banco Mundial disse ao Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, que é necessário lutar contra a pobreza que pode ser de um dos focos de conflitos tribais, que causaram cerca de 3 mil mortes.

Receitas de petróleo

Segundo o presidente do Banco Mundial, o chefe de Estado do Sudão do Sul deve gerir as receitas de petróleo de forma sustentável, o orçamento do país de forma transparente e  fornecer cuidados básicos de saúde, educação e outros serviços essenciais à população.

Robert Zoellick garantiu que o Grupo continuará a ser um “parceiro leal”,

país que se beneficiou um Fundo Fiduciário de Transição de US$ 75 milhões em junho deste ano. A verba visa melhorar os cuidados de saúde, construir estradas e criar novos empregos no Sudão do Sul.

Em 2012, o Banco Mundial e outros parceiros de desenvolvimento vão apoiar a realização de uma conferência de doadores com o propósito de debater o uso eficaz dos recursos do Sudão do Sul.

 

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