Banco Mundial aponta desafios económicos e políticos para 2012 no Quénia

15 dezembro 2011

Relatório do órgão sugere que próximo ano será definitivo para impulsionar a prosperidade económica; para tal, quenianos devem apostar nas exportações, na boa distribuição de recursos nacionais e em medidas rígidas.

[caption id="attachment_208903" align="alignleft" width="350" caption="Campo de chá no Quénia"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O ano de 2012 vai ser decisivo para o panorama político e económico queniano, de acordo com um relatório semestral do Banco Mundial no Quénia. Com o título “Atualização Económica do Quénia”, o documento conclui que a população vai enfrentar vários desafios no próximo ano.

Por um lado, estão os choques económicos externos devido à recessão mundial. Por outro, os quenianos vão conhecer eleições nacionais para estabelecer novo sistema de governo descentralizado em 47 municípios, sob nova constituição.

Desafio duplo

No entanto, o relatório aponta que uma boa gestão dos desafios pode construir as bases para um futuro próspero. Com o tema “Navegar em Tempestade, Cumprir a Promessa”, o documento ilustra indicadores de perspetivas positivas como as eleições pacíficas e transição para novo governo, uma introdução de êxito do novo sistema descentralizado e um crescimento contínuo mesmo durante a crise financeira global.

Segundo o estudo, um programa de descentralização permite transparência e responsabilidade a nível local. Inclui também capacitação para municípios desfavorecidos, principalmente os menos desenvolvidos e mais remotos.

De acordo com o diretor nacional do Banco Mundial, Johannes Zutt, o governo geriu bem os anteriores desafios económicos e pode voltar a fazê-lo. Para tal, o desafio de 2012 deve ser o de gerir bem a transição política, evitar uma repetição da violência pós-eleitoral de 2008 e garantir o aumento de investimentos e de criação de postos de trabalho.

As perspectivas de crescimento de 2011 e 2012 são inferiores às anteriores.

Esse crescimento será maior se o Quénia conseguir gerir os riscos e evitar controlos de preços e de moedas que distorcem a atividade económica.

Espera-se que o crescimento seja impulsionado pelos setores terciário, turístico e agrícola.

O relatório alerta os quenianos para tentar fazer uma exportação mais diversificada com chá, turismo e horticultura.

E identifica o têxtil, os químicos e as peças automóveis como áreas de possível crescimento.

 

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