PMA: Níger sofre com alta no preço de alimentos e aumento da fome

14 dezembro 2011

Valores de alimentos deveriam ser mais baixos nesta altura do ano; uma situação contrária ao esperado, que pode desencadear numa grave crise de fome.

[caption id="attachment_208837" align="alignleft" width="350" caption="Níger: crise de fome"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Os preços dos alimentos nos mercados nigerinos estão a disparar, no rescaldo de uma fraca estação de colheitas. Uma situação que preocupa os especialistas em segurança alimentar, porque ameaça desencadear uma grave crise de fome.

Neste momento, o Programa Mundial de Alimentação, PMA, encontra-se a planificar um conjunto de operações urgentes de grande escala para prestar assistência alimentar e tentar poupar a vida a cerca de 3,3 milhões de pessoas, durante o próximo ano.

Dificuldades

De acordo com a diretora nacional do PMA, Denise Brown, estes preços de alimentos elevados e fora do normal estão a afetar as pessoas vulneráveis que enfrentam dificuldades para alimentar-se a si mesmos e aos filhos. Uma realidade que pode agravar-se nos próximos meses, segundo a diretora que disse estar preocupada.

O país está na estação pós-colheita, em que o normal seria o preço de produtos básicos como o milho estar baixo. No entanto, a fraca colheita, provocada pela seca, agravou os preços. Segundo os peritos, paga-se agora mais 37 por cento pelo milho-miúdo em comparação com os preços praticados no ano passado.

Os dados do Governo apontam que cerca de 750 mil nigerinos por todo o país vivem debaixo de insegurança extrema. Espera-se que esse número atinja o milhão de pessoas até ao início do ano de 2012, altura em que a nação africana se aproxima da tradicional estação estéril, dos meses de Março e de Abril.

 

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