Unicef publica relatório sobre exploração e abusos infantis por internet

13 dezembro 2011

Documento aponta meninas como as mais vulneráveis; de 196 países analisados, apenas 45 possuem legislação de combate a esses crimes.

[caption id="attachment_208834" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Unicef"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, publicou, nesta terça-feira, um relatório sobre o abuso e exploração infantil online.

De acordo com a porta-voz da agência, Marixie Mercado, o documento refere a questão, seja sobre as imagens de abuso de crianças, as incitações sexuais online ou a intimidação cibernética.

No estudo, o Unicef aponta alguns elementos necessários para criar um quadro de proteção da segurança infantil nesse campo.

Páginas

Estima-se que em 2010, existiam 16,700 páginas web em todo o mundo com imagens de abusos infantis.

Quatro anos antes, esse número era quase 60% menor.

A idade das vítimas tem diminuído, sendo que 73% delas aparentam terem menos de 10 anos, segundo a porta-voz do Fundo.

De acordo com o relatório, as meninas da região do Cáucaso, com idades inferiores aos 10 anos, são as mais vulneráveis.

Falta de Legislação

Num total de 196 países analisados, apenas 45 possuem legislação suficiente para lutar contra os crimes de tráfico de imagens de abuso de crianças.

Os fatores que aumentam tais riscos são a falta de consciencialização dos pais, as más condições económicas e os quadros regulamentares subdesenvolvidos.

A abordagem recomendada pelo relatório consiste na capacitação das crianças para a autoproteção, através da eliminação da impunidade dos agressores; da redução da disponibilidade e acesso a esse tipo de dano e do apoio à recuperação das vítimas.

 

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